Para governo, hoje, é vencer ou vencer na votação do mínimo

João Bosco Rabello

16 de fevereiro de 2011 | 10h21

O governo Dilma Rousseff entra em campo para seu primeiro teste político, hoje, avaliando que aprova com margem confortável o salário mínimo de R$ 545. Algo em torno de 300 votos a favor.

O que projeta uma dissidência inferior a uma centena de parlamentares da base aliada. Insuficiente para impor um revés, mas significativa para um governo ainda no prazo de garantia dos cem dias e com os cargos de segundo escalão sob controle.

O real coordenador político do governo, ministro Antonio Palocci, fez dois movimentos historicamente eficientes em governos recém-iniciados: adiou o preenchimento dos cargos de segundo escalão e estabeleceu que o voto contra será considerado dissidente.

Isso deve resolver agora, enquanto há moeda de troca forte por parte do governo. Em médio prazo, com uma gestão sob ajuste fiscal, portanto sujeita a desgastes inevitáveis, a tendência é que o poder de chantagem do parlamento aumente.

De qualquer forma, a presidente Dilma Rousseff não poderia fazer diferente. O chamado rolo compressor faz sentido diante da necessidade de exibir controle da base aliada no primeiro teste político de seu governo.  

Hoje para o governo, negociar não é alternativa. A opção é vencer ou vencer.

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