Óbito político

O círculo de segurança armado em torno do governador José Roberto Arruda opera basicamente com a meta de êxito jurídico, pois considera que politicamente pouco ou quase nada há a fazer. O dano político e eleitoral é definitivo na avaliação de conselheiros mais próximos do governador. Eleitoralmente, a expulsão iminente do DEM o deixará sem

João Bosco Rabello

02 de dezembro de 2009 | 17h50

O círculo de segurança armado em torno do governador José Roberto Arruda opera basicamente com a meta de êxito jurídico, pois considera que politicamente pouco ou quase nada há a fazer. O dano político e eleitoral é definitivo na avaliação de conselheiros mais próximos do governador. Eleitoralmente, a expulsão iminente do DEM o deixará sem legenda para concorrer às próximas eleições, pois terá perdido o prazo legal de filiação. Politicamente, ainda que admitida sua permanência no governo, será um zumbi no cargo.

Arruda encomendou um estudo jurídico para avaliar a chance de êxito de uma ação que impeça o DEM de consumar sua expulsão já anunciada. Esse movimento denuncia sua fragilidade, pois significa que pela via política já considera a causa perdida.

Segundo fonte próxima ao governador, a desfiliação representa meio caminho para uma derrota política mais ampla, bem além do revés partidário. Arruda fica sem perspectiva de concorrer em 2010 e a falta de perspectiva de poder é fatal ao político. Na situação em que se encontra, isso acelera a debandada de aliados e isola cada vez mais o governador. Por isso, a reação furiosa e ameaçadora ao partido.

Numa síntese, Arruda tem alguma chance jurídica e nenhuma política.

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