Na terra de El Rey…

João Bosco Rabello

28 de dezembro de 2009 | 13h42

O Maranhão consegue sempre superar as piores expectativas. É, por exemplo, um dos que exibem os casos mais chocantes registrados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), no curso das inspeções que fez em 2009.

Cada um dos 24 desembargadores tem uma estrutura de 18 funcionários comissionados para uma média de 380 processos anuais, o que dá menos de dois processos por cada servidor.

São 426 comissionados só nos gabinetes, com gastos totais de R$ 2,5 milhões a uma média mensal de R$ 103 mil por unidade. Como o espaço físico não comporta 18 pessoas, eles se revezam, com o benefício da redução de jornada.

Para se ter uma idéia, nenhuma  secretaria judicial possui estrutura similar, embora somadas recebam 1,2 mil novos processos por ano.

Não existe controle de frequência e há salários de até R$ 11,2 mil. Os servidores efetivos comissionados, além da diferença pela função exercida,  ganham mais 20% de seus salários,  a título de… não se sabe.

Só 10% do quadro funcional são concursados e há gabinetes sem nenhum deles.

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