Na terra de El Rey – II

João Bosco Rabello

28 de dezembro de 2009 | 14h51

Cada desembargador do TJ do Maranhão tem seis policiais militares dando expediente em suas residências, num total de 144 disponibilizados pela corporação. Enquanto isso, falta a segurança básica nos fóruns, muitos já assaltados. Em alguns levaram armas e processos.

Com a ausência de policiamento, os fóruns passaram a ser ameaçados pelo banditismo. Alguns foram incendiados, casos das comarcas de Mata Roma e Santa Luzia. Nessa última, foram incinerados 9.731 processos. Pior:  houve aviso prévio, a juiza titular pediu ajuda, mas nada aconteceu.

Há casos de penhora, em valor superior a R$ 1 milhão,  pedidos e executados no mesmo dia, por ordem judicial, em dinheiro vivo, o que é absolutamente suspeito. A lei que proíbe o nepotismo é ignorada no Judiciário maranhense, onde se pratica o direto e o cruzado.

Um juiz, em Santa Luzia, foi aposentado compulsoriamente por perseguição, retenção indevida de processos, favorecimento pessoal e a parentes, liberação indevida de presos e outras irregularidades. Manteve o ganho e não foi alvo de qualquer ação capaz de gerar a perda do vínculo com a administração pública.

Na Vara Cível de São Luís há caixas com duas centenas de processos aguardando conclusão desde 2007.

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