Menos ministro, menos

Menos ministro, menos

João Bosco Rabello

23 de dezembro de 2009 | 13h52

Não há mais como separar o ministro da Justiça do candidato Tarso Genro depois do discurso de ontem no qual critica duramente a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de sustar o processo contra o banqueiro Daniel Dantas. Menos pelo mérito de sua declaração e mais pela incompatibilidade com o cargo que exerce.

Manter a liturgia do cargo cria vertigem nos ministros-candidatos. Foto: André Dusek/AE

Manter a liturgia do cargo cria vertigem nos ministros-candidatos. Foto: André Dusek/AE

A ressalva de que não questiona o mérito da decisão, mas sim o seu efeito de reforçar a idéia de que “poderosos no Brasil não vão para a cadeia”  é insuficiente para disfarçar o cunho eleitoral da fala do ministro.

E frágil como anteparo a um inevitável mal estar com o Judiciário, que convive com o desconforto de ter mais uma decisão “julgada” por membro de outro Poder.

Manter a liturgia do cargo cria vertigem nos ministros-candidatos submetidos a uma camisa-de-força pelo compromisso com o presidente Lula de ficar o máximo possível no governo.

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