Meirelles sob fogo amigo

Meirelles sob fogo amigo

João Bosco Rabello

12 de março de 2010 | 14h26

Tudo indica que é  mais um factóide produzido na primeira instância o pedido de abertura  de inquérito no Supremo Tribunal Federal contra o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.

Meirelles, alvo de PMDB e PT. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

Meirelles, alvo de PMDB e PT. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

Cheira a  filme velho reapresentado com o provável propósito de mantê-lo no Banco Central até o final do governo.

Mas cumpre o objetivo de dar trabalho, desgaste político e munição para ser usada contra ele em palanques, sejam eles estaduais ou nacionais.

Com inquérito eventualmente aceito, será muito mais desconfortável para o presidente do BC responder sem o foro privilegiado em plena campanha eleitoral.

Meirelles foi amplamente investigado em período recente e absolvido de todas as acusações, entre as quais, a de sonegação.

A menos que um improvável fato novo nessa área tenha sido registrado,  o movimento tem conotação política.

Meirelles tem dois adversários visíveis:  PT e PMDB. Ambos o querem fora do cenário eleitoral por ser uma alternativa de vice na chapa da ministra Dilma Rousseff.

Ele ainda balança entre a permanência no BC e a carreira política, projeto alimentado por muito tempo.

A idéia do fogo amigo é “ajudá-lo” a optar pelo banco.