Lula terá advogado especialista em lei eleitoral para administrá-lo como cabo eleitoral de Dilma

Lula terá advogado especialista em lei eleitoral para administrá-lo como cabo eleitoral de Dilma

João Bosco Rabello

08 de junho de 2010 | 17h12

GrosHA

Missão de Grossi é estancar a sangria de infrações e multas que Lula começa a colecionar. Foto: Divulgação

Ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral, de onde se afastou há dois anos, o advogado José Gerardo Grossi será o guardião do presidente Lula na fase oficial da campanha.

A missão de Grossi é estancar a sangria de infrações e multas que Lula começa a colecionar, no ímpeto de eleger sua candidata, Dilma Rousseff, a qualquer custo.

A providência foi do ex-ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, preocupado em blindar o Presidente e tranquilizar a candidata do PT, – a cada dia mais assustada com a hipótese de uma reação mais dura da justiça eleitoral contra as transgressões de Lula.

Se na fase chamada de pré-campanha, Lula já acumula cinco multas, o que dirá quando a campanha começar de verdade e ele arregaçar as mangas em favor de sua candidata.

Essa é a premissa que levou Márcio Thomaz a acionar o experiente Gerardo Grossi.

Por trás do convite a um profissional sem vínculo qualquer com o Estado, existe o consenso de que é melhor deixar de fora do conflito a Advocacia Geral da União (AGU).

Grossi advogou para José Roberto Arruda, com quem rompeu por ocasião da tentativa de suborno de testemunhas que levou o ex-governador à prisão.

Arruda agiu à revelia dos advogados – e, mais que isso -, negou o crime com uma ênfase patológica quando confrontado pelos profissionais que o defendiam.

E que hoje consideram a situação judicial do ex-cliente grave, principalmente pelo perfil de Arruda, que passaram a considerar  um caso psiquiátrico.

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