Lula consegue Senado governista

João Bosco Rabello

03 de outubro de 2010 | 20h49

A apuração em tempo recorde das eleições confirma, até aqui, a previsão de um Senado amplamente governista, com força para aprovar até reforma constitucional.

O empenho do presidente Lula pode ter sido decisivo para o resultado, pois só perdeu batalhas pontuais como a do Rio Grande do Norte, onde José Agripino está reeleito; Minas Gerais, com Aécio Neves, eliminando adversários que unidos protagonizaram os raros momentos de oposição ao seu governo.

Até agora, segue bem sucedida estratégia do presidente Lula de impedir reeleição de seus algozes para o Senado.

Até agora, apenas o líder do DEM no Senado, José Agripino, que aparece em segundo lugar na disputa no Rio Grande do Norte, onde 71% das urnas foram apuradas, deve conseguir se reeleger.

Algumas baixas que já podem ser dadas como irreversíveis:

Com 96% das urnas apuradas na Paraíba, Efraim Morais (DEM) não se reelege e fica em terceiro lugar. Em primeiro e segundo lugar, dois candidatos do PMDB: Vital Filho com 834 mil votos (35%) e Wilson Santiago com 784 mil (33%).

No Piauí, com 64% das urnas totalizadas, Heráclito Fortes (DEM) segue em quarto lugar e Mão Santa (PSC), em terceiro. Em primeiro lugar, o ex-governador  Wellington Dias (PT) e em segundo, Ciro Nogueira (PP).

Marco Maciel também deve ser derrotado em Pernambuco, onde 88% dos votos já foram totalizados. Ele aparece em terceiro lugar, com 12%. Lideram a corrida Armando Monteiro (PTB) e Humberto Costa (PT).

Nesse momento, ainda têm chance, mas estão em situação delicada:

Tasso Jereissati (PSDB) no Ceará: com 63% das urnas totalizadas, ele aparece em terceiro lugar. Também é sensível a situação do líder tucano no Senado, Arthur Virgílio, mas ele ainda tem chance de ficar em segundo lugar na disputa por uma das vagas pelo Amazonas.

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