Liberados, 40% dos pedetistas devem votar por mínimo de R$ 560

João Bosco Rabello

16 de fevereiro de 2011 | 17h44

Liberados para votar como quiser, entre  55% a 60% dos deputados do PDT devem apoiar o valor de R$ 545 para o salário mínimo, como quer o Palácio do Planalto. Outros 40% ficam com os R$ 560 defendidos pelos sindicalistas.

Esse foi o resultado de um levantamento feito pelo partido hoje pela manhã, na seqüência de uma reunião com o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, que desmentiu a existência de clima ruim entre ele e a presidente Dilma Rousseff.

“Lupi, vai lá e vê o que você pode fazer”, teria dito Dilma ao ministro, na versão deste à bancada.

Desde então, o partido trabalha essa questão indiferente às versões de que a votação do mínimo seja o primeiro teste político da presidente.

Acreditam que está reeditado o conflito entre a base aliada e a área econômica, que permeou o governo Lula.

E que a versão do desgaste do ministro é patrocinada pela ala governista identificada com as posições dos técnicos econômicos.

Por esse raciocínio, Dilma estaria sendo disputada pelos movimentos sociais e pela equipe econômica.

Mas um deputado do PDT que votará com o governo, disse a este blog que o governador Eduardo Campos acha que a  presidente está “impactada” com as análises da equipe econômica em relação aos efeitos de um mínimo acima de R$ 545.

A declaração desastrada  de Lupi de que deve defender os interesses do partido por ser um ministro do partido foi minimizada pelos parlamentares sob sua liderança.

Esses parlamentares consideram que o argumento foi usado por Lupi em discussões dentro do governo.

Mas o fato é que já houve reação do Palácio. O princípio é o de que o PDT tem um ministério por ser da base aliada e, como tal, deve defender os interesses do governo antes dos interesses partidários.

Ou seja, para o Palácio, Lupi deve agir como base governista antes de pregar para as suas bases.

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