Lento e gradual

João Bosco Rabello

01 de janeiro de 2011 | 19h03

O vice-presidente da República, Michel Temer, tomou posse sem se licenciar da presidência do PMDB. Sua assessoria sustenta que não há conflito com recomendações da Comissão de Ética Pública da Presidência da República, que em 2008, obrigou o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, a se afastar da presidência do PDT por incompatibilidade no acúmulo dos cargos. Assessores de Temer avaliam que a incompatibilidade só se efetivaria quando Temer assumir a Presidência da República, na ausência de Dilma Rousseff.

Água na boca

Enquanto Temer não efetiva o afastamento do cargo, o PMDB do Senado mal contém a ansiedade para assumir o controle do partido. Quando Temer se licenciar, o senador Valdir Raupp (RO), vice-presidente do partido, o sucederá. Raupp tem um café da manhã pré-agendado com Temer para amanhã (3) ou terça-feira (4) em Brasília, para combinar a transmissão do cargo.

O retorno

A mudança de cadeiras representa a ascensão do senador Renan Calheiros (AL) ao comando do PMDB, já que coube a ele indicar Raupp para o cargo na Executiva do partido. Emplacando Raupp, Renan venceu queda de braço com o líder do governo, senador Romero Jucá (RR), que cobiçava o posto, vislumbrando um atalho para a liderança nacional do partido.

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