“Kit gay” também assombra campanha de Haddad

“Kit gay” também assombra campanha de Haddad

João Bosco Rabello

28 de janeiro de 2012 | 14h56

A oposição avalia que o “kit gay” do Ministério da Educação também poderá causar turbulência na campanha de Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo. Uma liderança democrata afirma que Haddad tem mais pontos fracos além dos problemas na execução do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Menciona, por exemplo, a cartilha que o MEC elaborava, em parceria com ONGs, para combater a homofobia nas escolas públicas.

A cartilha, que nem chegou a ser distribuída, gerou uma reação tão veemente do segmento evangélico que obrigou a presidente Dilma Rousseff a intervir para suspender o projeto. Nesse contexto, a oposição não descarta uma reedição da onda conservadora, que de tão avassaladora, impulsionou o segundo turno na eleição presidencial de 2010, em meio à discussão sobre o aborto.

Mas o líder do PT na Câmara, Paulo Teixeira (SP), rechaça essa possibilidade. “Esperamos que uma campanha tão sórdida quanto aquela não se repita, que esse capítulo triste da história brasileira seja uma página virada”, reagiu. Ele observa, entretanto, que Haddad tem promovido “bons diálogos” com lideranças das igrejas católica e evangélica.

Ex-secretário de Marta Suplicy na Prefeitura de São Paulo, Teixeira acrescenta que essa discussão foi superada. Lembra que esse debate já foi feito há 12 anos, quando os paulistanos elegeram Marta. Naquela época, ela já defendia a união civil entre pessoas do mesmo sexo. “São Paulo é uma cidade moderna, cosmopolita. Não admite esse tipo de preconceito”, arremata.

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