Força do PMDB torna Dilma e PT lulo-dependentes

Força do PMDB torna Dilma e PT lulo-dependentes

João Bosco Rabello

11 de junho de 2010 | 00h19

roseana

Foto: Ernesto Rodrigues/AE – 15.01.2010

Com a presença de Dilma Rousseff, o Diretório Nacional do PT deve sacramentar logo mais a coligação com o PMDB no Maranhão pela candidatura de Roseana Sarney.

Na verdade, é mais uma intervenção da direção nacional para reverter decisão do diretório estadual que, em março, aprovou por 87 a 85 votos, a coligação com o candidato do PC do B, Flávio Dino.

Essa é uma intervenção mais complicada que a de Minas, porque ocorre antes que uma comissão do partido conclua investigação sobre compra de votos para reversão dessa maioria.

Mesmo que não se confirme a suspeita, o clima é muito ruim no partido, com manifestações da militância hostil a Roseana e até com uma greve de fome em cartaz – a do deputado federal Domingos Dutra, anunciada para hoje.

O que os episódios confirmam é a predominância do PMDB nos processos estaduais, impondo ao PT as alianças de sua conveniência.

O PT chegou a aprovar uma regra que dá ao Diretório Nacional poderes para reformar decisões estaduais, numa admissão prévia de que teria de se submeter ao parceiro na aliança nacional.

É isso, o PMDB é maior, é avassalador e, numa eventual vitória de Dilma, reproduzirá essa demonstração de força, impondo-se aos demais integrantes da base aliada, como sempre fez.

Lula administrou essa força com um apoio pulverizado de pequenos e médios partidos, valendo-se também de uma altíssima popularidade para manter o PT sob rédea curta.

Mas essa não será a realidade de Dilma que, se eleita, terá o PMDB impondo sua maioria a partir do Palácio do Planalto.

Em tal contexto se encaixa a frase de Lula de que fará política 24 horas por dia após deixar o cargo.

Estará por trás de Dilma, mais perto do PT, exercendo sua liderança sobre ambos que, por sua vez, tornaram-se lulo-dependentes.

Tudo o que sabemos sobre:

Dilma RousseffLulaMaranhãoPMDBPT

publicidade

publicidade

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: