Fora da Câmara, ninguém quer governo de Brasília

João Bosco Rabello

05 de abril de 2010 | 12h09

A três dias do prazo final, nenhum cidadão brasiliense inscreveu-se para a eleição indireta que elegerá o sucessor de José Roberto Arruda para um mandato-tampão de nove meses e meio.

Como recente pesquisa mostra que 83% da população sabem que o Governo e Legislativo foram atingidos pela corrupção, não há como interpretar a indiferença à eleição indireta senão como um eloquente voto de desconfiança na Câmara Distrital.

Que deveria ser levado em conta pelos que  (de boa fé) insistem em encontrar uma alternativa à intervenção que produza os efeitos saneadores que dela se espera.

A mesma pesquisa registra o apoio de 50% da população à intervenção.

Embora clamor público não sirva de bússola a juiz, o STF deveria levar em conta esses índices ao reler o pedido de intervenção do Procurador-Geral, Roberto Gurgel.

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