Foi mais fácil do que para os adversários

João Bosco Rabello

12 de agosto de 2010 | 17h22

Foi o candidato que passou menos tensão.  Não aceitou a provocação de comparar os governos Lula e FHC, reconheceu os avanços da gestão do PT, mas tentou afirmar-se como candidato do futuro. Confrontado com as alianças  indesejáveis, tentou demonstrar que delas tem o controle. “Todos os que me apóiam conhecem meu estilo”, disse, tentando configurar o cenário em que os que aderem sabem que não terão uma recepção simpática ao fisiologismo.

Serra foi facilitado pelas perguntas. Para além de entender porque  o mensalão foi tema para ele e Marina – e não para Dilma-,vale a  conclusão de que foi o que melhor respondeu à questão das alianças por não negá-las como fator eleitoral indispensável.  Admitiu-as como inevitáveis, porém administráveis num eventual governo do PSDB.

Confrontado  com a incômoda presença de Roberto Jefferson na aliança do PSDB – ele, denunciante e parte do esquema do mensalão -, preferiu localizar historicamente o PTB como velho parceiro , relegando a Jefferson um papel menor no processo.

Teve espaço para desenvolver sua gestão e suas idéias na Saúde e foi contemplado pelo casal de apresentadores com o bônus de discorrer sobre as vantagens de um sistema de pedágio que premia os resultados das rodovias estaduais. Não foi pressionado nos temas mais delicados como a autonomia do Banco Central e , instado a manifestar-se sobre o governo FHC, não fez por menos: foi o governo que plantou a estabilidade da qual se beneficiou Lula.

Fixou-se num tema para escapar da armadilha do genérico: ficou na Saúde, ponto forte de sua gestão mais visível, o  ministério da Saúde. Comparou os números sempre usando o governo de São Paulo como referência. Foi mais fácil para ele do que para os que o antecederam.

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