Esquema Arruda é suprapartidário

João Bosco Rabello

03 de março de 2010 | 09h17

Se vierem  à tona as revelações que o governador afastado José Roberto Arruda está redigindo na Polícia Federal, a campanha eleitoral produzirá surpresas  suprapartidárias.

Arruda tinha trânsito em todos os partidos, em muitas prefeituras e Estados. Sente-se abandonado e a porta que se abriu até agora foi a da colaboração com as investigações.

Não segue os moldes da delação premiada, porque seu trunfo – o mapa do esquema da corrupção -, está sob guarda de seus advogados que têm carta branca para usar as informações da melhor forma.

A expectativa  de sua defesa é a de perder o habeas corpus no Supremo Tribunal Federal e voltar ao Superior Tribunal de Justiça, que determinou sua prisão.

Lá seria bem vista uma colaboração por parte de quem obstruiu a investigação. A leitura seria a de que a prisão surtiu o efeito desejado.

As memórias do cárcere de Arruda comprometem estrelas de primeira grandeza do DEM, mas avança também pelo território de outros partidos e prefeituras país afora.

Seu alvo principal é, claro, o seu criador e algoz, Joaquim Roriz.

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