Erenice sai para desvincular lobby da campanha

João Bosco Rabello

16 de setembro de 2010 | 13h46

Como previsto, ficou insustentável a permanência da ministra Erenice Guerra no cargo. O governo acaba de anunciar sua demissão que, como sempre, será registrada “a pedido”.

Foi assim com José Dirceu e todos os que caíram por denúncias indefensáveis. Erenice foi avisada que não seria possível preservá-la, mas que o ideal era que  entregasse o pedido de demissão. Assim o fez.

A nota de Erenice em reação às denúncias foi a gota d’água, por anular o esforço do Planalto em desvincular o episódio da campanha eleitoral.

Ao atribuir a denúncia a José Serra e chamá-lo de “aético e candidato derrotado”, Erenice fez exatamente o contrário do que o governo desejava.

Erenice diz que sai para se defender fora do cargo. Dificílmente conseguirá fazê-lo sem afetar a campanha, a menos que o faça após as eleições. Seus algozes – os empresários extorquidos -, vincularam a cobrança a campanha de Dilma.

De toda forma, o governo tomou a unica providência possível, porque Erenice ficaria sangrando no posto e comprometendo a campanha de sua ex-chefe que, depois de prestigiá-la a ponto de fazê-la sua sucessora, diz que não se responsabiliza pelos seus atos.

Erenice sai, portanto, antes que a Casa Civil volte a ser identificada como uma central de arrecadação de campanha.

Mas isso foi só a gota d’água.

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