Empreiteiros reclamam a Lula do “Minha Casa, Minha Vida”

Andrea Vianna

11 de agosto de 2012 | 20h25

Um grupo de empresários ligados às principais empreiteiras do País reuniu-se com o ex-presidente Lula no início da semana passada, em São Paulo, para se queixar do entrave nos investimentos e da fase difícil da economia brasileira.

Eles reclamaram do excesso de burocracia da Caixa Econômica Federal e do BNDES para repassar investimentos, sobretudo recursos destinados ao programa “Minha Casa, Minha Vida”, o mais ambicioso programa de habitação popular e uma das vitrines do governo Dilma Rousseff.

Conforme relato de um dos participantes do encontro, a insatisfação com o programa é tão grande, que ele vem sendo chamado, informalmente, entre os empreiteiros, de “minha casa, minha morte”.

Lula ouviu dos empresários que o setor de construção civil só não naufragou graças a algumas PPPs (Parcerias Público-Privadas) em execução nos Estados, que contam com a participação dos fundos de previdência de instituições federais, como Previ (dos funcionários do Banco do Brasil) e Funcef (dos servidores da Caixa).

Os empresários pediram mais obras no formato das PPPs, impulsionadas com a edição de duas medidas provisórias do plano Brasil Maior, de estímulo à indústria nacional. A MP 564 criou uma nova estatal, a Agência Brasileira Gestora de Fundos e Garantias (ABGF), que vai fornecer seguro para os projetos de PPPs, cobrindo os riscos decorrentes dos contratos, como descumprimento de obrigações e acidentes nas obras. A MP 564 também ampliou a capacidade de financiamento do BNDES em mais R$ 45 bilhões.

 

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