Embrapa fica onde está para não piorar conflito entre PMDB e PT

João Bosco Rabello

08 de janeiro de 2011 | 21h00

Coube a Michel Temer o papel de articular junto à presidente Dilma Rousseff e ao chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, o adiamento das nomeações para os cargos de segundo escalão para o fim do mês.

O objetivo é ganhar tempo a fim de aprofundar o diálogo e serenar os ânimos mais exaltados.

Uma das propostas que deixou peemedebistas de cabelos em pé, mas que não se concretizará, partiu do ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, que cogitou trazer para sua pasta a Embrapa.

A estatal, que é vinculada ao Ministério da Agricultura, sob controle do PMDB, tem orçamento milionário. Até o final do ano, o PAC da Embrapa, lançado em 2008, terá arrecadado cerca de R$ 600 milhões.

Fora de hora, a idéia, se consumada, seria a gota d’água na crise entre os dois partidos principais da aliança. Por isso, não durou 24 horas e sua autoria já é negada.

Agora, é tratá-la como algo que nunca existiu. Mais uma invenção da mídia.

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