Disputa pela presidência agrava crise do DEM

João Bosco Rabello

08 de janeiro de 2011 | 20h00

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Maciel, alternativa de Bornhausen para vencer Maia. Foto: Dida Sampaio/AE – 22.12.2010

É o ex-senador Marco Maciel (PE) o nome da preferência de Jorge Bornhausen (SC) para a presidência do DEM, a partir do próximo dia 15, quando o partido escolhe o sucessor do deputado Rodrigo Maia (RJ).

Até o dia 13 a ala sob sua liderança deverá sacramentar essa opção, que depende ainda de um sim de Maciel. O DEM vive a sua fase mais crítica, com redução significativa de seus quadros, e sem unidade interna tende a desaparecer do mapa.

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Ala do atual presidente, Rodrigo Maia, está em campanha por uma candidatura que se imponha à reação da velha guarda. Foto: Ed Ferreira/AE – 08.12.2010

Do outro lado, a ala do atual presidente, Rodrigo Maia, está em campanha por uma candidatura que se imponha à reação da velha guarda. No páreo, o ex-deputado José Carlos Aleluia (BA), ACM Neto (BA) e Ronaldo Caiado (GO).

A campanha ocorre em clima de guerra e acusações de ontem podem produzir dossiês amanhã. Caiado pretende o cargo, mas tem sua imagem, na visão adversária, associada à face ruralista mais atrasada.

José Carlos Aleluia (BA) tem perfil e temperamento para a missão, mas é patrocinado pelo trio ACM Neto, Rodrigo Maia e Caiado, o que mantém a temperatura alta que já contamina o processo.

A idéia de Bornhausen é de iniciar com Maciel uma etapa de pacificação interna para preparar o partido com relação ao período em que efetivamente terá início uma oposição ao governo Dilma.

Falta combinar com o próprio Maciel que terá de ser submetido a um processo de convencimento.

O clima é cem por cento belicoso.

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