Dilma na defensiva e ainda refém de Lula

Dilma na defensiva e ainda refém de Lula

João Bosco Rabello

25 de abril de 2010 | 08h00

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Dilma: PT espera ter o seu voo solo.

Passados 15 dias do início efetivo da campanha (com todos os candidatos em campo), a avaliação consensual é a de que o PSDB conseguiu, até aqui, manter a candidata Dilma Rousseff em permanente atitude defensiva, explicando seus próprios erros e exibindo uma dependência quase física do presidente Lula.

O rompimento de Ciro Gomes com Lula, acrescida de uma declaração de superioridade de José Serra, anteontem, levou o clima interno a seu ponto máximo de fervura.

Ciro desqualificou Dilma Rousseff e, ainda que seu perfil desbocado banalize a contundência, nesse caso há um ganho para José Serra que vai além do percentual de votos que recebe do ex-candidato do PSB.

O melhor atestado de legitimidade é aquele passado pelo adversário, porque vem impregnado de autenticidade.

Ao lado disso, constata-se que a estratégia  do candidato tucano de reservar ao partido o papel do confronto com Lula, poupando-se para abordagens mais propositivas, tem dado certo.

Lula tenta diariamente quebrar essa disciplina tucana, com provocações ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, para impor caráter plebiscitário à campanha, mas sem êxito.

O PT deposita na atuação de Lula, na fase pós-Copa do Mundo da campanha, as expectativas de reversão desse quadro, o que tem o efeito colateral de reforçar a imagem de fantoche que a oposição tenta colar em Dilma.

Ainda é cedo para previsões, mas alguns governistas já temem que uma reação demorada crie uma tendência em favor de Serra.

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