Dias mantém suspense no Paraná e pode ter apoio de Requião

Dias mantém suspense no Paraná e pode ter apoio de Requião

João Bosco Rabello

19 Maio 2010 | 17h51

Ainda indefinido em relação à candidatura ao governo do Paraná, o senador Osmar Dias (PDT), começa a receber sinais de apoio do ex-governador Roberto Requião (PMDB), teoricamente comprometido com a candidatura de seu vice, Orlando Pessuto.

osmar

Dias, apoio de Requião para não disputar o Senado. Foto: Celso Junior/AE

A movimentação de Requião visa a proteger sua eleição ao Senado, para a qual compete contra adversários fortes, como Gustavo Fruet (PSDB) e Ricardo Barros (PP).

Mas o pior adversário será o próprio Osmar Dias, se desistir de concorrer ao governo do Estado, como já acenou mais de uma vez.

Se o fizer, concorrerá com apoio do líder nas pesquisas ao governo estadual, Beto Richa, ex-prefeito da capital paranaense.

Dias faltou à reunião da Executiva Nacional do PDT, ontem, em Brasília, o que realimentou as especulações sobre sua desistência em relação ao governo.

Ele tem o apoio do presidente Lula, que trabalha para manter o PT unido em torno de seu nome, por achar que Dias é quem pode enfrentar Richa com chances de vitória.

O presidente acha que Pessuti, vice e sucessor de Requião não tem cacife eleitoral para vencer o ex-prefeito de Curitiba, embora insista nisso.

Na reunião do PDT, ventilou-se que Pessuti estaria perto de renunciar à disputa e que teria pedido uma semana de prazo a Osmar Dias para ver o resultado de uma última pesquisa encomendada pelo PMDB.

No entanto, o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) afirma que os diretórios estadual e nacional do PMDB estão firmes no apoio a Pessuti.

Segundo ele, Pessuti será candidato a governador, com ou sem o apoio do PT. “O PMDB tem metade dos votos do Estado. Já elegemos cinco governadores. As bancadas federal e estadual do PMDB estão com Pessuti. Ele não vai correr agora”, afirma Loures.

E completa dizendo que o PMDB dará palanque a Dilma no Estado, mesmo se tiver Osmar Dias como adversário.

Outro problema para a candidatura de Osmar Dias é a configuração da chapa. O PDT quer que o PT indique a presidente do partido no Estado, Gleisi Hoffmann, para a vaga de vice na chapa de Dias.

Mulher do ministro Paulo Bernardo, Gleisi quer se candidatar ao Senado, contra a vontade do PDT que precisa das vagas de senador disponíveis para negociar com outras legendas.

Além disso, segundo um pedetista, “Gleisi não tem chances eleitorais para o Senado e a prova disso seria a votação abaixo de 20% obtida na campanha para a prefeitura de Curitiba: perdeu para Richa que teve mais de 70% dos votos.