De certo, por ora, só a reforma da área de inteligência

João Bosco Rabello

06 de novembro de 2010 | 17h00

Na bolsa de especulações em torno dos ministeriáveis de Dilma Rousseff, própria das fases de transição entre governos, pouco se tem ainda como certeza.

O tamanho e a complexidade da aliança que a elegeu tornam incertas ainda as Pastas a serem ocupadas mesmo por aqueles com presença indiscutível no futuro governo.

Para acomodar situações a presidente eleita poderá remanejar posições sem abrir mão de auxiliares que considera indispensáveis.

Nelson_Jobim_FabioMottaAE_03112010.jpg

Permanência de Nelson Jobim na Defesa é vista como importante para consolidar o processo de submissão militar ao poder Civil

Entre as sugestões recebidas por Dilma está a de preservar, pelo menos por um prazo razoável para a tranqüilidade do mercado, diante da crise externa, os titulares da área econômica, Guido Mantega e Henrique Meirelles.

Não se sabe se o fará.

O pouco certo, hoje, está na área de informações estratégicas do governo, que passará por uma reformulação imediata, e da Pasta da Defesa, onde a permanência de Nelson Jobim, ainda que não por todo o governo, parece importante para consolidar o processo de submissão militar ao poder Civil, objetivo que deu causa à criação do ministério, no governo Fernando Henrique Cardoso.

No caso da área de informações, abrangendo a Abin e o gabinete de Segurança Institucional, o diagnóstico é que precisa ser submetida a uma política de governo que faltou no período Lula. Na linguagem militar, precisa ter missão para não cair na espionagem política.

O conceito a orientar essa política deverá ser o da defesa do Estado e de ação preventiva que permita ao governo se antecipar a crises.

publicidade

publicidade

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.