Crises imobilizam governo e oposição

João Bosco Rabello

03 de julho de 2011 | 18h42

Oposição e governo convivem numa espécie de trégua informal com suas crises intestinas – um com falta de programas e preso a um varejo que o torna refém da sede de sua base aliada por cargos e verbas.

Outro, precipitadamente envolvido numa disputa pela candidatura oficial à presidência em 2014. Com a pressa que faltou para definir-se em 2010, José Serra faz discurso solitário contra o governo dentro do PSDB.

Seu rival Aécio, puxa o freio de mão na expectativa de que a própria aliança governamental produza uma auto-combustão, enquanto ele sedimenta as bases para sair vitorioso na disputa interna. Serra agora quer prévias, Aécio tangencia o tema.

No caminho de ambos – governo e oposição – uma eleição municipal com provável protagonista novo, o PSD, que catalisa toda a energia de outro figurante oposicionista, o DEM, concentrado em inviabilizá-lo.

Como o governo é de continuidade, a oposição também o é, dando ao cenário a sensação de nova sessão do mesmo filme. O desgaste precoce do governo não favorece a oposição que também não parece ter programa alternativo para o país.

Neste cenário, a única previsão com risco mínimo de erro é a de que o PSD deverá participar das eleições municipais e tirar dela algum lucro, já que funcionará como sublegenda de muitos governadores.

Nem a Copa escapa: dificlmente o Brasil fracassará no desafio de sediá-la, mas a qualidade dos serviços do anfitrião já é posta em dúvida pelos mais realistas.

publicidade

publicidade

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.