Contra imagens não há argumentos

Contra imagens não há argumentos

João Bosco Rabello

24 de dezembro de 2009 | 17h58

Para as grandes crises, o remédio é o tempo, ensinavam os políticos da geração de Ulysses e Tancredo. Eles próprios foram mestres na administração do tempo em favor da política. Da boa política.

O tempo não apaga gravações – o grande diferencial dessa crise, que ainda guarda muitas imagens inéditas. Foto: Ed Ferreira/AE

Protagonistas da crise - como Leonardo Prudente - agem como se fossem juízes de suas próprias causas. Foto: Ed Ferreira/AE

Mas a crise de Brasília, o tempo só piora, embora disso não tenham se dado conta seus protagonistas. Agem como se fossem juízes de suas próprias causas e decidem que pena aplicar a si mesmos.

Assim fizeram Arruda, e o presidente da Câmara Distrital, Leonardo Prudente. Ambos dispensaram o DEM (sim, porque o DEM não os expulsou), se excluíram de 2010 e ficaram nos cargos.

Contando que o tempo apague da memória os vídeos de Durval.

Mas não é bem assim:  à medida que as investigações avançam,  e que a polícia e a Justiça percorrem o mapa desenhado por Durval Barbosa, novas provas estão surgindo. Algumas, demolidoras.

O tempo não apaga gravações – o grande diferencial dessa crise, que ainda guarda muitas imagens inéditas.  E contra elas não há argumentos.

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