Confirmações de Miriam e Tombini dão mais nitidez ao xadrez de Dilma

João Bosco Rabello

23 de novembro de 2010 | 20h05

Se confirmados os nomes de Miriam Belchior e Alexandre Tombini para o ministério do Planejamento e Banco Central, respectivamente, alguns movimentos já ganham maior consistência na bolsa especulativa ministerial.

A escolha de Belchior eleva de possível para provável a nomeação do atual ocupante do Planejamento, Paulo Bernardo, para a Casa Civil.

O que põe o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci mais próximo de uma Secretaria-Geral com missão preponderantemente política em linha direta com o Congresso e com setores empresariais.

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Miriam Belchior, cotada para o Ministério do Planejamento

Fica mais nítido também, por esse raciocínio, o papel que pode caber ao atual chefe de gabinete de Lula, o ministro Gilberto Carvalho: a Secretaria de Relações Institucionais, nomenclatura muito mais adequada a uma missão de interlocução com os movimentos sociais, instituições religiosas e outros segmentos da sociedade organizada. Como Lula sugeriu e Dilma acatou.

Pode haver mudanças de nomenclaturas e diferentes cargos nesse contexto, mas não para as missões de cada um desses personagens.

Por fim, a saída de Meirelles do BC pode ser a sua saída do governo,  já que a versão de sua ida para a embaixada em Washington soa estranha.

Pode até ser verdade,  mas o cargo de embaixador em Washington, mantida a política externa adotada por Lula, não tem em Meirelles o melhor representante.

Uma outra possibilidade aventada para Meirelles foi o Ministério da Infraestrutura, algo que o atrai como desafio, mas que sendo cota do PMDB, esbarra na mesma falta de autonomia que lhe tirou do BC – esta, em relação ao governo; aquela, em relação ao partido.

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