Começa disputa pelo comando do Orçamento

João Bosco Rabello

11 de fevereiro de 2012 | 17h00

Resolvidas as lideranças de bancadas, a nova disputa em andamento no Congresso é pelos cargos de comando da Comissão Mista de Orçamento (CMO), que no ano passado gerenciou uma receita global de R$ 2,150 trilhões. A sucessão do atual presidente, senador Vital do Rêgo Filho (PMDB-PB), e relator, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), será definida em março. Por acordo, neste ano a presidência caberá a um deputado do PT e a relatoria ao PMDB do Senado.

No PT, o mais cotado é o deputado Paulo Pimenta (RS). Ele é ligado ao vice-líder Gilmar Machado (PT-MG), principal articulador do governo na comissão. O líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), guarda a sete chaves os nomes dos postulantes à relatoria, em meio à engenharia política para atender todos os aliados a um ano da sucessão na Mesa Diretora. Com Renan em pré-campanha para voltar à presidência do Senado em 2013, a escolha do relator do orçamento depende de uma articulação meticulosa e bem costurada. No comando da maior bancada – o PMDB tem 18 senadores – ele dispõe de amplo poder de barganha: a indicação para relatorias importantes, presidências de comissões e três assentos na Mesa Diretora.

Com mandato de um ano, os dirigentes da comissão lideram um colegiado de 84 parlamentares (62 deputados e 22 senadores, entre titulares e suplentes), administram receitas bilionárias e tratam diretamente com os chefes do Executivo, Legislativo e Judiciário os orçamentos de cada poder. A receita aprovada para investimentos em 2012 foi de R$ 79,7 bilhões, valor 37,5% maior do que a proposta enviada ao Congresso pelo Executivo. Outro volume bilionário compreende as emendas parlamentares, que totalizaram R$ 23,8 bilhões (individuais e coletivas) neste ano. O relator do orçamento tem, ainda, a prerrogativa de fixar o valor das emendas individuais dos parlamentares. No ano passado, Arlindo Chinaglia elevou-as de R$ 13 milhões para R$ 15 milhões.

Tudo o que sabemos sobre:

OrçamentoPMDBPT

publicidade

publicidade

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.