Código Florestal volta a votação com governo enfraquecido

João Bosco Rabello

22 de maio de 2011 | 09h49

Obstruído pelas suspeitas de tráfico de influência de seu principal articulador político,  ministro Antônio Palocci, o governo volta enfraquecido à batalha em torno do novo Código Florestal, cuja votação está prevista para depois de amanhã.

Sem muitas esperanças de reverter a maioria favorável ao relatório do deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP), já se fala em veto presidencial ao que vier a ser aprovado contra a vontade do Planalto.

É um novo risco de derrota: a julgar pela determinação da base ruralista, somada aos parlamentares que sofrem pressão de produtores financiadores de campanhas,  a contenda poderá chegar à derrubada do veto presidencial, coisa raríssima pelo quórum qualificado que exige de dois terços.

 O episódio Palocci também serviu para frustrar o “gabinete de crise” montado pela ministra do Meio-Ambiente, Isabela Teixeira, com o propósito de chamar a atenção para o aumento do desmatamento, atribuído à perspectiva de vitória dos ruralistas – e assim produzir outro foco de pressão.

O fracasso da estratégia mostrou que o “gabinete de crise” está no Planalto, tentando administrar a tsunami que se abateu sobre o número dois do governo Dilma Rousseff.