Campos vai a Mantega cobrar atraso nos recursos para Estados governados pelo PSB

João Bosco Rabello

23 Abril 2013 | 17h24

A agenda do ministro da Fazenda, Guido Mantega, registra uma audiência amanhã, às 12 horas, com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Confirmada pela assessoria do ministério a este blog.

Um encontro que há um ano não despertaria maior atenção política e, certamente, seria tratado como de trabalho entre um governador aliado e a área econômica do governo.

Hoje candidato dissidente à presidência da República, a visita de Campos se reveste de importância e , pela pauta do governador, produzirá mais um round na campanha eleitoral antecipada e já em curso.

Ele vem como governador e também presidente do PSB, reclamar que os recursos federais destinados aos seis Estados governados pelo partido, estão levando mais tempo para chegar aos socialistas, em comparação às demais unidades da federação.

O que ganhará tom de denúncia por discriminação política.

Além de Pernambuco, são governados pelo PSB: Paraíba, Piauí, Ceará, Espírito Santo e Amapá. Os ânimos entre o PT e o PSB exaltaram-se nas últimas semanas, depois que Eduardo Campos levou ao ar o programa do PSB na televisão, no qual subiu o tom em relação às críticas ao governo Dilma e firmou sua candidatura.

Daí em diante, a pressão da base aliada sobre o Planalto pela tomada dos ministérios ocupados pelo PSB aumentou. Chegou ao auge com a posição do partido na votação do projeto que inibe a criação de novos partidos, em que votou contra a proposta.

A declaração do líder socialista na Câmara, deputado Beto Albuquerque (RS), reflete esse acirramento de ânimos.

“Estamos olhando com lupa (a tramitação dos recursos federais). Algumas coisas estão demorando demais para chegar quando se trata de governos do PSB”, protesta. “Vão nos criminalizar pelo direito de termos um candidato próprio em 2014?”, emenda.