Campanha esquenta após a Copa, com Serra mais crítico e Lula nas ruas

Campanha esquenta após a Copa, com Serra mais crítico e Lula nas ruas

João Bosco Rabello

24 Maio 2010 | 08h00

Realizadas na sequência do programa partidário do PT, as recentes pesquisas registrando crescimento significativo da candidata Dilma Rousseff  atestam a capacidade de transferência de votos do presidente Lula para sua candidata e apontam para um ajuste na estratégia de campanha de José Serra.

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Após a Copa, Serra, Dilma e Lula sobem o tom e esquentam campanha

Fotos: Divulgação, AE e Fábio Motta/AE

Nada que o candidato do PSDB já não tivesse em mente, como preservar o presidente da República de ataques diretos, porém imprimindo um tom mais crítico aos erros de governo na esteira das afirmações sucessivas de Lula e Dilma que a colocam como uma co-governante.

“Não há programa neste governo que não tenha a minha mão”, disse a candidata, avalizada por Lula: “Meu governo não teria chegado aonde chegou não fosse a Dilma”.

O estilo light de Serra não muda, mas há o que explorar sem pôr em risco a determinação de não polarizar a eleição com Lula.

Do Plano Nacional dos Direitos humanos a obras inconclusas do PAC , passando pela segurança pública, saúde e educação, o PSDB acha que há munição suficiente para contestar a capacidade gestora de Dilma.

Serra considera esta fase da campanha mais voltada ao jogo de bastidores, hora de selar os palanques estaduais, desafio em que tem se saído melhor que  o PT.

Em agosto, a campanha tucana inicia uma fase mais “quente”, conjugando críticas com um discurso propositivo e com o nome do seu vice já definido.

Mas é em agosto também que o presidente Lula materializará o que chama de trabalhar “fora do expediente” arregaçando as mangas em favor de sua candidata.

Lula promete empenho dia e noite, fins de semana e feriados, conjugando os papéis de presidente da república e cabo eleitoral   como “nunca antes nesse país”.

Polarizada como já está a eleição, a fase da campanha pós Copa do Mundo indica dificuldades para os dois candidatos e um clima passionalizado entre os eleitores.