Assim não dá!

João Bosco Rabello

01 de dezembro de 2009 | 17h00

Vejam abaixo como funciona o esquema de arrecadação do dinheiro distribuído entre a quadrilha instalada no Estado. O empresário Gilberto Lucena, dono da LinkNet, uma fornecedora do governo do DF, reclama do valor da propina cobrada à sua empresa para ter o direito de receber o pagamento que lhe é devido.

Download

O contrato da LinkNet não teve licitação, o que deixa o empresário mais vulnerável para a extorsão. O diálogo não poderia ser mais claro: ele avisa que está deduzindo o imposto legal em cada pagamento feito a mando do governo. A conta não fecha e Durval passa a perguntar, então, para quem ele está dando o dinheiro. Ele nomina: “Ricardo Penna (secretário de Planejamento) , Roberto Giffoni (Secretário de Ordem Pública) e Paulo Octávio (30%).”

É a mesma conversa da representante da Unirepro, que tem um contrato sob auditoria e que reclama já ter pago para normalizar a situação. É assim que funciona: suspende-se o pagamento, cobra-se a propina (sob forma de doação de campanha ou simplesmente a título de propina mesmo). Tem-se aí a receita. Depois distribui-se o dinheiro entre os secretários de Estado, políticos, etc. Mês a mês, com a cobertura de contratos super-faturados. O vídeo fala por si.

Tudo o que sabemos sobre:

DFesquemaLinknetpropina

publicidade

publicidade

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.