Arruda, o Durval do DEM?

João Bosco Rabello

01 de dezembro de 2009 | 11h56

O escândalo político de Brasília entra no seu quarto dia sem que o DEM consiga dar qualquer informação ao distinto público sobre o que pretende fazer em relação ao único governador da legenda, José Roberto Arruda, flagrado em ato explícito de corrupção. Não há outro nome para definir o que o país inteiro assistiu no vídeo no qual Arruda recebe dinheiro em espécie, embora a advocacia faça o seu papel ao classificar o episódio como “crime eleitoral”.

A demora do DEM denuncia a preocupação com a ameaça do governador, cuja reação surpreendeu uma cúpula partidária que esperava encontrá-lo frágil e vulnerável à primeira censura e, portanto, sem poder de contestação. Não foi o que aconteceu: Arruda se impôs ao partido com a ameaça de “radicalizar” se insistirem na sua expulsão.

Por “radicalizar”, entenda-se abrir a “caixa de pandora” que pode guardar informações sobre as campanhas eleitorais do partido presumivelmente contaminadas pelos recursos “não contabilizados”.  E não se pode descartar a possibilidade de parte da soma arrecadada no esquema de Brasília ter alimentado , direta ou indiretamente, o DEM nacional. Ou ter escoado para campanhas aqui e ali.

Se o DEM não sair da reunião de hoje, às 17 horas, com uma decisão convincente em relação ao seu governador em Brasília, estará alimentando a suspeita já disseminada de que tem algo a temer além do desgaste político. O que significaria ter em Arruda o seu Durval Barbosa.

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