Arruda mantém controle da Câmara

Arruda mantém controle da Câmara

João Bosco Rabello

27 de janeiro de 2010 | 07h13

Logo mais a Câmara Distrital de Brasília elege o sucessor de Leonardo Prudente, deputado que renunciou para garantir ao governador José Roberto Arruda o controle do processo de seu impeachment. Salvo por uma improvável ação do imponderável, o governador continuará dando as cartas.

A disputa será apenas para definir qual, entre tantos integrantes de uma maioria folgada, Arruda prefere para presidir seu julgamento. Ao que tudo indica, este se chama Wilson Lima, do PR, cujo perfil é o de aliado do governo da ocasião, o que lhe garante a titularidade da Primeira Secretaria há seis anos.

Wilson Lima, aliado de ocasião do GDF. Foto: André Dusek/AE

Wilson Lima, aliado de ocasião do GDF. Foto: André Dusek/AE

Ex-rorizista, portanto, Lima faz parte do esquema que Arruda explicou como resultado de uma vitória eleitoral “por dentro”, ou seja, construída com o apoio de Roriz, mediante a garantia de preservação do esquema de corrupção que o ex-secretário de ambos, Durval Barbosa, resolveu detonar.

No terceiro mandato consecutivo, o preferido de Arruda já pertenceu ao PSD, PTB, PMDB e, agora, é do PR. De origem humilde, foi vendedor de picolé, frentista, mecânico e cobrador de ônibus. Hoje é  comerciante bem sucedido no Entorno, a chamada terra de ninguém, rejeitada por Goiás e pelo Distrito Federal.

Há outros pretendentes, entre os quais, Eliana Pedrosa (DEM), cuja notoriedade advém da relação duvidosa de suas empresas com o governo , de cuja base aliada é integrante.  Entre outras peripécias, como Secretária do Desenvolvimento Social era responsável pela fiscalização dos cemitérios, por sua vez gerenciados por empresa de sua família.

Nessa condição, reduziu multas aplicadas à empresa Campo da Esperança Ltda, fato que não soube explicar numa inacreditável CPI dos cemitérios, destinada a apurar remoção ilegal de ossadas para redistribuição de vagas para mortos  Outras empresas  “da família”  têm contratos sem licitação com o GDF e estão envolvidas nas denúncias de Durval.