Alta taxa de indecisos pode alterar cenário mineiro a favor de Anastasia

Alta taxa de indecisos pode alterar cenário mineiro a favor de Anastasia

João Bosco Rabello

17 de agosto de 2010 | 19h05

anast

Em Minas,  há possibilidade de reversão na reação do eleitorado. Foto: Divulgação

A pesquisa Datafolha registra índices curiosos em São Paulo e Minas. No primeiro caso, Serra vai elegendo seu sucessor, ao mesmo tempo em que cai na disputa presidencial.

Em Minas, dá-se o inverso: Aécio está bem na disputa pelo Senado, mas seu candidato ao governo estadual, Antonio Anastasia, está distante de seu oponente, Hélio Costa.

No caso de São Paulo, dá-se o fenômeno do “voto camarão” – aquele que  o eleitor vota no corpo da chapa, mas não na cabeça.

Historicamente, esse comportamento tem origem na reação do eleitorado ao voto vinculado e agora ocorre em São Paulo pela força eleitoral do presidente Lula.

Mas, em Minas,  há possibilidade de reversão, segundo o diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino, por causa da taxa ainda alta de indecisos – 24% na estimulada e 68% na espontânea. Aécio tem 68% para o Senado.

Diz Paulino: “Eleição para o governo do Estado, por ficar em segundo plano, só deslancha a partir do horário eleitoral. Foi assim  na eleição para prefeito, em 2008. Os eleitores serão informados em massa que Anastasia é o candidato do Aécio”.

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