Aliança com Jáder divide PT no Pará

João Bosco Rabello

06 de abril de 2014 | 15h19

A decisão do diretório regional do PT em aprovar a aliança com o PMDB do senador Jader Barbalho no Pará não foi capaz de unir o partido em torno do mesmo projeto. Uma parte dos petistas no estado não aceita a ligação com o grupo de Barbalho, a quem apontam como principal culpado pelo fracasso da derrota da então governadora Ana Júlia nas eleições de 2010.

No último fim de semana o diretório regional aprovou a aliança com o PMDB por 261 votos a 100. A aliança prevê Helder Barbalho, filho de Jader, como candidato ao governo e o ex-deputado Paulo Rocha (PT) como candidato ao Senado. A vice ainda está em aberto. A ideia é deixar a posição para negociar com outros partidos.

Aliar com o PMDB era um desejo da executiva nacional do PT. Integrantes da cúpula entendem na aliança com Jader a única forma de vencer o governador do Pará, Simão Jatene (PSDB). Para os petistas defensores da união entre os dois partidos, Ana Júlia não teve capacidade política de manter a base de sustentação na Assembleia Legislativa.

As duas legendas marcharam juntas nas eleições de 2010, mas uma parte dos petistas não fez campanha para Jader, que se elegeu senador mesmo barrado pela Lei da Ficha Limpa. A ala comandada pelo deputado Cláudio Puty (PT-PA), contrária à aliança, diz que o peemedebista minou o governo da petista.

“Está com ele [Puty] a decisão de acatar ou não a posição partidária”, disse Rocha, ao jornalista Mário Coelho, colaborador do serviço de análise política em tempo real do Broadcast Político, da Agência Estado.