Aliados de Arruda são maioria na CPI da Corrupção

João Bosco Rabello

16 de dezembro de 2009 | 14h02

Protagonistas e aliados do governador José Roberto Arruda (sem partido) no escândalo do mensalão do DEM devem comandar a CPI que será instalada no dia 11 de janeiro, às 12h, no Plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal para tratar dos pedidos de impeachment de Arruda (sem partido) por crime de responsabilidade e investigar as denúncias de corrupção no DF desde 1991.

Também foi definida a composição da CPI, que terá como titulares os deputados:

Alírio Neto (PPS) – Foi secretário da Justiça do governo Arruda.

Batista das Cooperativas (PRP) – Tem se pronunciado a favor do governador na tribuna e responde por duas representações do Ministério Público Estadual (MPE-DF) por propaganda fora de época.

Raimundo Ribeiro (PSDB) – Foi assessor jurídico do então deputado federal José Roberto Arruda e atualmente é o corregedor da Câmara.

Eliana Pedrosa – Foi secretária de Desenvolvimento Social do governo. Arruda quer que ela para presidir a Câmara no lugar de Leonardo Prudente (PMDB), que se licenciou, mas não renunciou e segundo as línguas mais afiadas que participam do processo, ele cobra um preço muito alto para renunciar. Empresas da família de Eliana –  a Dinâmica e a Esparta – tem contratos com o governo. O nome Dinâmica, de acordo com o manuscrito de 2006, é mencionado com o valor de R$ 100 mil ao lado. Uma empresa com o mesmo nome, que tem uma irmã de Eliana Pedrosa como dona, fechou contrato para cuidar do metrô de Brasília. E obteve do governo Arruda, em 2008, a prorrogação de um contrato no valor de R$ 7 milhões. A empresa já recebeu R$ 20 milhões desde 2007 por esse serviço. Do começo da gestão Arruda até hoje, R$ 67 milhões foram liberados para a Dinâmica em todos os contratos. A Esparta é do filho de Eliana, André Pedrosa, e atua no ramo de segurança. Segundo a contabilidade informal da campanha de Arruda, teria ajudado com R$ 50 mil na eleição.

Suplentes da CPI

Benício Tavares (PMDB) – Gravação feita por Durval Barbosa mostra o deputado distrital Benício Tavares (PMDB) dizendo ter fraudado licitação para contratar uma agência de publicidade de Marcos Valério. A operação teria atendido a um pedido do ex-governador Joaquim Roriz (PMDB). O deputado diz no vídeo que recebeu pedido de Roriz para beneficiar a SMPB, que tem Marcos Valério como sócio e esteve envolvida no mensalão do PT e do PSDB. “Nem chegamos a conhecer o Marcos Valério. Conhecemos o Cristiano Paz, o outro sócio”, conta na gravação.

Cristiano Araújo (PTB) – A Fiança, que pertence aos pais do deputado, não aparece na prestação de contas oficial da campanha de Arruda. A empresa recebeu, desde 2007, R$ 240 milhões do governo do DF, sendo que ao menos R$ 60 milhões são oriundos de contratos sem licitação.

Paulo Roriz (DEM) – Era secretário de Habitação do governo Arruda até a semana passada.

Confira abaixo o calendário da comissão:

16/12 a 10/01 – recesso parlamentar

11/01, 10h – Eleição da CCJ

11/01, 11h – Eleição da comissão especial

11/01, 12h – Instalação e eleição da CPI

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