Ainda senadora, Gleisi defendeu Código Florestal de Aldo Rebelo

João Bosco Rabello

11 de junho de 2011 | 13h28

A primeira expectativa que cerca a nova ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann (PT-PR), diz respeito às negociações em torno do Código Florestal.

Como se sabe, Palocci contrariou profundamente não só ruralistas como a maioria da base aliada ao romper o acordo na primeira tentativa de votação do texto do deputado Aldo Rebello (PC do B-SP).

Até ali as negociações eram protagonizadas pelos ministros do meio-ambiente e da Agricultura, lideranças da base aliada e a presidência da Câmara.

Desde que recebeu a ex-ministra Marina Silva acompanhada de 16 representantes de ONGs, Palocci mudou o rumo das negociações e o governo trocou o diálogo pela ameaça de retaliação.

O que levou ao ponto de combustão o relacionamento com PT e, principalmente, com o PMDB, cujo presidente – o vice-presidente da República, Michel Temer -, chegou a ser ameaçado por Palocci a mando de Dilma.

Pouco antes desse episódio, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) fez contundente pronunciamento no plenário pela votação imediata do texto de Rebelo, absorvendo mesmo a tese da conspiração externa contra o setor produtivo brasileiro, configurada na ação dos ambientalistas.

Importante que nem mesmo a senadora Kátia Abreu (PSD-TO), líder dos interesses do setor produtivo do agronegócio, recorria mais a essa teoria conspiratória para não aumentar o conflito nas negociações.

No post seguinte, a íntegra do discurso da então senadora e agora ministra da Casa Civil.

publicidade

publicidade

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.