Ainda dividido, DEM tenta superar episódio da vice para preservar campanha da oposição

João Bosco Rabello

29 de junho de 2010 | 19h09

Boa parte do DEM já superou o episódio da escolha do vice de José Serra à revelia do partido, e está empenhada em apagar o incêndio.

Cerca de cinco parlamentares, incluindo o presidente da legenda, Rodrigo  Maia, estão ainda resistentes a um acordo em torno do nome de Álvaro Dias.

O candidato José Serra já reconheceu o erro na condução do assunto, que acabou vazando através de Roberto Jefferson, do PTB, pelo Twitter. Serra penitenciou-se pessoalmente com a cúpula do DEM e ainda ligou para outros parlamentares para explicar o episódio.

Não por acaso, entre os parlamentares mais resistentes à pacificação, estão os que sofrem, em seus Estados, maior oposição do próprio PSDB. Casos do Rio e Bahia, por exemplo, onde o PSDB olha de lado para os aliados.

Mas a maioria considera que a circunstância eleitoral recomenda serenidade para não agravar as notórias dificuldades da campanha do PSDB, e união para reverter a dianteira da candidata Dilma Rousseff.

O DEM não se submeterá simplesmente ao PSDB: exige em troca mudanças de postura na condução da campanha, o reconhecimento de sua importância na parceria e interlocução direta e freqüente com o candidato.

Esse cenário, se materializado, fará com que o tempo – velho aliado do político -, cicatrize as feridas abertas pela indiscrição consciente de Roberto Jefferson.

Um cacique do partido resume a saída: o DEM quer simplesmente ser tratado com respeito.

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