A política na Casa Civil

João Bosco Rabello

01 de janeiro de 2011 | 18h50

Descontado o curto período de José Dirceu, atropelado pelo escândalo do mensalão, a Casa Civil volta a ter função política depois de 16 anos de gestão técnica. Clóvis Carvalho e Pedro Parente, no governo FHC, e Dilma Rousseff, na maior parte do governo Lula, foram importantes no contexto interno, coordenando as ações e facilitando as decisões dos presidentes a que serviram.

Curiosamente, Parente e Dilma sucederam a personagens que caíram atingidos por escândalos e tiveram nas crises de energia seus desafios de maior impacto pela interferência direta dos “apagões” na vida dos contribuintes. Associaram seus perfis à eficiência técnica e administrativa.

Ambos estiveram subordinados a presidentes tarimbados, testemunhas e protagonistas dos principais eventos da vida política brasileira nas últimas décadas. Mas seus perfis estritamente técnicos levaram FHC e Lula a fixar na Secretaria de Relações Institucionais a coordenação política de seus governos.

A técnica Dilma de ontem é a presidente da República de hoje. Numa inversão de papéis, tem no seu antigo posto um experimentado político capaz de suprir a sua pouca experiência no ramo. Decisivo na administração de uma base aliada tão numerosa quanto complexa.

Antônio Palocci começa hoje uma caminhada que pode levá-lo a ser considerado entre as opções futuras para a Presidência. Na verdade, inicia o resgate de um processo que comprometeu ao enredar-se numa trama contra um caseiro indefeso.

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