A inércia do DEM

João Bosco Rabello

21 de dezembro de 2009 | 11h11

O DEM se queixa todo dia de emprestar o nome do partido ao mensalão de Brasília, alegando que a corrupção na Capital é suprapartidária. É até de se achar graça nessa defesa que não exclui a culpa do partido, mas encontra na participação dos demais, uma atenuante para os delitos. Fiz, mas não fiz sozinho, então não é justo o batismo, é assim que pensa o Democratas.

O mensalão de Brasília teve um  líder, a maior autoridade hierárquica, o governador, cujo partido é o DEM. Foi assim com o mensalão do PT, cuja liderança foi atribuída ao então ministro José Dirceu. Foi assim com Azeredo, em Minas, que levou o PSDB ao título que o definiu. 

O foco da preocupação é puramente midiático, portanto, falso. Com tal premissa, de que é mais importante manter as aparências, o partido continuará refém da desconfiança, mais do que justificada, de que tem o que temer. Demorou a expulsar Arruda e foi por ele dispensado. Tenta blindar o vice, Paulo Octávio, que a cada dia entra mais no escândalo. Dá sinais de impotência para administrar a crise.

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