O fabuloso destino do IPTU de Varginha

Camila Tuchlinski

31 de julho de 2015 | 08h07

Em março deste ano, os moradores da cidade de Varginha, em Minas Gerais, se surpreenderam quando receberam o carnê do IPTU. Em alguns casos, o reajuste do imposto chegou a 1500% em relação à 2014. Um aumento que não parecia ser deste mundo! Ao mesmo tempo, a Secretaria de Fazenda alegou que muitos carnês este ano ainda estavam em 60% e 90% abaixo do que foi atualizado e o imposto seria corrigido, gradativamente, ao longo dos próximos oito anos até alcançar o total devido.

A prefeitura da cidade alega que o custo aumentou por causa da atualização do valor venal dos imóveis, o que não acontecia há quase 20 anos. A Câmara dos Vereadores chegou a contestar o aumento do IPTU na Justiça. Imagine o que aconteceria se os moradores tivessem de desembolsar esse valor em pleno ano de crise financeira?

Mas o fabuloso destino do IPTU de Varginha sofreria uma reviravolta. Nesta semana, o prefeito da cidade, Antonio Silva, anunciou que, diante da atual situação financeira do Brasil, os valores do Imposto Predial Territorial Urbano não serão reajustados até o ano que vem. “Sensibilizados com isso, nós definimos que a partir de 2016 nós não faríamos aquela redução dos descontos que está prevista na atual lei do IPTU”, disse o prefeito.

O projeto de lei será enviado para votação na Câmara de Vereadores, que tem até dezembro deste ano para votar o projeto. Se aprovado, a prefeitura deixará de arrecadar R$ 3 milhões para os cofres públicos. Apesar disso, o prefeito Antonio Silva acredita que os moradores devem injetar esse dinheiro no comércio.

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