“Marcelinho”, filho de Crivella, é nomeado pelo pai para secretaria no RJ

Camila Tuchlinski

03 de fevereiro de 2017 | 08h06

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, encerrou o primeiro mês no cargo indicando o próprio filho para a Casa Civil do município. Marcelo Hodge Crivella, ou “Marcelinho”, como é conhecido, não é o primeiro parente do novo prefeito do Rio a exercer funções na Prefeitura. A esposa de Crivella, Sylvia Jane, é coordenadora a área de obra social da cidade.

O primeiro mês de Crivella à frente da Prefeitura do Rio de Janeiro foi polêmico principalmente por causa de recuos envolvendo outras nomeações controversas. Porém, nesse post, vou focar mais na questão do nepotismo.

A nomeação de parentes para ocupar cargos na administração pública, prática conhecida como nepotismo, sempre esteve presente na política nacional. A promulgação da Constituição Federal de 1988, em tese, evitaria que o funcionalismo público fosse tomado por aqueles que possuem parentesco com o governante em detrimento de pessoas com melhor capacidade técnica para o desempenho das atividades. Mas é muito fácil observar parentes e familiares sendo indicados para a composição de cadeiras, principalmente nos municípios brasileiros.

Além disso, o Estatuto dos Servidores da União (lei 8.112/90) proíbe o servidor de manter sob sua chefia imediata, em cargo de função de confiança, cônjuge, companheiro ou parente até o segundo grau civil. Ei, Marcelo Crivella é filho do prefeito e secretário da Casa Civil da Prefeitura do Rio de Janeiro, uma das mais importantes do País! Onde foram parar os princípios da impessoalidade, da eficiência, moralidade e isonomia do funcionamento público? É a pergunta que fica no ar…

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