Mais de 600 cabides na Câmara de SP. E não são de roupas…

Mais de 600 cabides na Câmara de SP. E não são de roupas…

Camila Tuchlinski

14 de agosto de 2015 | 08h03

O 9 de julho é uma data emblemática para os paulistas e paulistanos por causa da Revolução Constitucionalista de 1932. Dia em que um levante armado da população de São Paulo lutou contra tropas do governo provisório de Getúlio Vargas. Mais de 70 anos depois, os paulistanos se revoltam, agora, com os vereadores da capital paulista. Isso porque, no dia 9 de julho de 2015, em pleno feriado, a lei de número 16.234/15 foi aprovada pelos legisladores.

A lei permite a contratação de 660 funcionários para a Câmara Municipal. Assim, cada vereador terá o direito a mais 12 auxiliares. Acontece que eles já contam com 18, também para cada parlamentar. Quem vai pagar essa conta? A resposta parece óbvia. A lei, já aprovada, trará um gasto adicional de cerca de R$ 7 milhões de reais ao ano, em vales refeição, transporte e outros benefícios. Ao que tudo indica, não existe crise financeira no legislativo paulistano, né…

Revoltados com a situação, manifestantes fizeram a entrega de centenas de cabides plásticos aos vereadores como uma maneira de protestar contra as contratações.

Cabides pendurados na Câmara Municipal - foto: Vem Pra Rua

Cabides pendurados na Câmara Municipal – foto: Vem Pra Rua

O protesto foi organizado pelo movimento Vem Pra Rua, grupo assíduo das últimas manifestações contra a corrupção no Brasil. Com esta ação, a equipe inaugurou um ‘braço’: o Vem Pra Rua Sampa. Para eles, essas 660 contratações na Câmara Municipal servem como cabides de empregos e, o que é pior, pessoas que trabalharão para a campanha à Prefeitura de 2016, pagos com o dinheiro dos paulistanos. Agoniza, democracia!

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