Crônicas sobre política municipal: o Brasil sob um olhar provocativo e bem humorado!

Humberto Dantas

13 de setembro de 2013 | 02h02

Por Humberto Dantas e Eder Brito

O foco é sempre em Brasília. Holofotes no monstro político brasileiro. E como a luz vem de cima para baixo findamos fazendo sombra no que está aquém em termos de altura, ou ao menos no que parece menor em relação ao grau de importância ofertado ao ambiente brasiliense. Resultado: cidades são esquecidas, ignoradas ou ao menos não são percebidas em relação ao potencial que têm para nos mostrarem algo fundamental que é a nossa cultura política. Você acredita que quando pisa na capital federal um político muda totalmente? Ou aposta que ele carrega um conjunto de práticas e hábitos forjados em suas realidades mais pontuais? Apostamos nessa segunda hipótese.

Assim, devemos observar que Brasília é o reflexo de um somatório imenso de realidades locais que lá se encontram e espelham o que chamamos de cultura política brasileira. O objetivo desse BLOG é exatamente esse: olhar local para entender o global. Como as curiosidades de 5.570 cidades podem explicar tanto sobre o Brasil? Tanto!

Analisar as cidades, por exemplo, nos permite entender como PT e PSDB disputaram mais de MIL prefeituras formalmente coligados em 2012. Faz-nos compreender que o abraço entre Lula e Maluf em torno de Haddad celebrava a aliança entre PT e PP, a associação que mais cresceu entre os grandes partidos brasileiros desde as eleições municipais de 2000. Explica a falta de estrutura, exemplificada pela compra de um novo servidor para uma prefeitura no interior de Rondônia que tinha como intuito substituir um servidor antigo que carregava toda a memória da cidade. No primeiro caso falamos de um computador, mas o segundo era um funcionário com mais de 70 anos que desejava se aposentar!

Essa é nossa ideia central. Em tom “leve”, crítico e capaz de observar realidades locais sob a forma de crônicas bem humoradas. Tudo bem que esse humor por vezes pode ser considerado trágico, mas nosso intuito é, ao menos, arrancar-lhe um sorriso, mesmo que sucedido por um “eeeeeeeee Brasil… não tem jeito!”.

Seja bem-vinda, seja bem-vindo.

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