Após folia, Salvador teme aumento de impostos

Camila Tuchlinski

12 Fevereiro 2016 | 08h47

Na semana passada, falamos aqui no BLOG DO DANTAS sobre algumas decisões judiciais para cancelar o carnaval em cidades de Minas Gerais, que deixaram de honrar pagamentos à servidores e prestadores de serviços, além de não construírem creches já previstas, como em Caxambu. Agora que a folia terminou e o ano finalmente começou no Brasil, algumas prefeituras estudam a possibilidade de recuperar a arrecadação.

Salvador, capital baiana, é um dos municípios que mais comemora o Carnaval no Brasil. O evento arrecada milhões de reais dos turistas de diversas partes do País e do mundo. Mesmo assim, a verba não é suficiente para cobrir o rombo nas contas públicas.

De de janeiro a outubro de 2015, Salvador teve uma queda de 17,7% na arrecadação na comparação com o mesmo período de 2014. E já nessa quarta-feira de Cinzas, logo após o Carnaval, o prefeito de Salvador, ACM Neto, do DEM, se reuniu com o secretário municipal da Fazenda, Paulo Souto, para fazer um balanço da receita tributária até o momento. O prefeito não descarta medidas drásticas para recuperar a arrecadação. O município já contingenciou R$ 1,5 bilhão do orçamento para 2016 por causa da crise econômica.

Perguntado sobre a divulgação dos dados de arrecadação do IPTU logo após a folia de Carnaval, ACM Neto disse que deve fazer isso só no início de março: “Quando tiver a noção de tudo o que for arrecadado com a cota única do IPTU e tudo o que for realizado pela prefeitura, a gente vai divulgar”. 

Pelo andar da carruagem, o reajuste dos salários dos servidores para além dos 25 previstos no orçamento aprovado não sairá do papel. As preocupações do prefeito de Salvador, ACM Neto, também se justificam pelo fato de que 2016 é ano de eleições municipais, quando ele deve concorrer à reeleição. Talvez nenhuma medida impopular ocorra antes do pleito…

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