Novo normal: O empreendedorismo como parte da solução para os desafios pós pandemia

Novo normal: O empreendedorismo como parte da solução para os desafios pós pandemia

REDAÇÃO

31 de julho de 2020 | 12h02

André Szapiro, aluno do curso de Administração de Empresas da FGV EAESP, membro da Liga de Empreendedorismo FGV e Co-fundador da Baduk

 

De acordo com o Sebrae, ser empreendedor significa ser um realizador, que produz novas ideias através da congruência entre criatividade e imaginação. O empreendedorismo é um tema que vem, cada vez mais, ganhando relevância na sociedade e ultimamente tem se discutido muito sobre sua importância e seu papel na sociedade, principalmente em tempos de crise.

Vivemos uma das maiores transformações empresariais da história, na qual o empresário deixou de ser o stakeholder principal na concepção de ideias e de serviços e o cliente passou a ser o protagonista do processo e o centro das atenções. Receber um bom atendimento hoje em dia está, cada vez mais, passando de luxo para obrigação; de acordo com o relatório sobre o cenário global de atendimento ao cliente realizado pela Microsoft, 54% dos clientes têm expectativas mais elevadas para o atendimento ao cliente hoje, em comparação com um ano atrás.

O caso do Nubank pode ser usado como exemplo para essa situação. Um dos grandes diferenciais da empresa é o atendimento e tratamento humanizado, com o foco na resolução dos problemas dos clientes na primeira demanda. Segundo o ranking da Exame IBRC de 2019, estudo nacional que ranqueia anualmente as melhores e piores empresas em atendimento, o Nubank foi classificado em 6º lugar; enquanto instituições tradicionais como Itaú e Bradesco ficaram em 78º e 45º respectivamente. Não é à toa que a Nubank vem crescendo em um ritmo impressionante ano a ano e atingiu, no início de 2020, a marca de 20 milhões de clientes.

O ecossistema empreendedor brasileiro está se desenvolvendo e atraindo cada vez mais investidores. Segundo a Abstartups (Associação Brasileira de Startups), de 2015 a 2019 o número de startups triplicou, passando de 4.151 para 12.727 (um aumento de 207%). Além disso, segundo a Distrito, em 2019 as startups brasileiras receberam o equivalente a U$2,7 bilhões; um crescimento de 80% quando comparado a 2018.

Um ecossistema fortalecido pode ser um grande motor de transformação social e econômica. Em um país onde 45 milhões são desbancarizados mas 79,9% tem acesso à internet, comprova, mais uma vez, a oportunidade de serem criadas soluções tecnológicas que sejam escaláveis e impactem positivamente a vida dessas pessoas.

O empreendedorismo possibilita o desenvolvimento social e econômico em todos os setores de nossa sociedade. Seja em escala pessoal, local ou global, as pessoas empreendedoras são aquelas que impulsionam o mundo e contribuem para uma vida cotidiana mais confortável, eficiente e sustentável. Devemos continuar incentivando e fortalecendo cada vez mais o ecossistema empreendedor, buscando novas soluções para velhos (e novos) problemas.

 

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