Mantega é levado pela PF para depor em nova etapa da Zelotes

Mantega é levado pela PF para depor em nova etapa da Zelotes

Alvo também é o grupo comercial Cimento Penha, por suspeita de manipulação em julgamentos do Carf

Fausto Macedo, Julia Affonso, Mateus Fagundes e Mateus Coutinho

09 Maio 2016 | 08h32

Guido Mantega. Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

Guido Mantega. Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

Atualizada às 11h05

A Operação Zelotes cumpre 30 mandados de busca e apreensão e de condução coercitiva nesta segunda-feira, 9. O ex-ministro da Fazenda Guido Mantega foi conduzido coercitivamente – quando o investigado é levado para depor e liberado.

[veja_tambem]

O alvo desta etapa é também o grupo comercial Cimentos Penha. Agentes foram às ruas em Brasília, São Paulo e Pernambuco. A Zelotes apura suspeitas de manipulação de julgamentos no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), espécie de “tribunal” que avalia débitos de grandes contribuintes com a Receita Federal.

Em novembro do ano passado, o juiz titular da 10ª Vara da Justiça Federal, Vallisney de Souza Oliveira, responsável pela Zelotes, autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Guido Mantega. O objetivo era apurar se ele tinha envolvimento no suposto favorecimento de empresas que obtiveram decisões favoráveis no Carf.

Na época, os investigadores também quiseram levantar mais informações sobre a relação do então ministro com o advogado e ex-conselheiro do Carf Valmir Sandri. Os dois seriam amigos e já fizeram negócios imobiliários. Nesta segunda-feira, 9, um dos alvos da Zelotes, foi o empresário Victor Sandri, do grupo comercial Cimentos Penha. Apesar do mesmo sobrenome, Valmir e Victor não são parentes.

O ex-ministro informou, por meio de um auxiliar, na ocasião, que refutava qualquer alegação sobre seu envolvimento nas irregularidades do Carf. Ele acrescentou que não comentaria a decisão da Justiça, pois havia sido notificado.

São Paulo. Guido Mantega chegou por volta das 10 horas à Superintendência da Polícia Federal em São Paulo para prestar depoimento. O ex-ministro vai prestar depoimento na Delegacia de Repressão a Crimes Financeiros, no 6º andar do prédio localizado na zona oeste da capital paulista.