Vingança sem limites, diz Tacla Duran sobre nova denúncia da Lava Jato

Operador financeiro, ex-gerente da Petrobrás Simão Tuma e cinco executivos das empreiteiras Odebrecht e Mendes Júnior são alvo de acusação formal do Ministério Público Federal

Julia Affonso, Fausto Macedo e Ricardo Brandt

16 Dezembro 2017 | 17h51

O operador financeiro Rodrigo Tacla Duran classificou a nova denúncia da força-tarefa da Operação Lava Jato como uma ‘vingança sem limites’. O Ministério Público Federal, no Paraná, apresentou na sexta-feira, 15, a segunda acusação Tacla Duran.

“Esta é a segunda denúncia do Ministério Público de Curitiba contra mim desde que decidi me defender publicamente, esclarecendo fatos e exibindo evidências até então inexplicavelmente omitidas. É a prova cabal de uma vingança sem limites, onde a lei, desvirtuada, se transforma em arma. Virão muitas outras denúncias, não tenho dúvida, cujo único objetivo é o de me condenar à revelia”, afirma o operador.

Além de Tacla Duran, também são acusados o ex-gerente da Petrobrás Simão Tuma e cinco executivos das empreiteiras Odebrecht e Mendes Júnior. Na denúncia, são relatados crimes de corrupção e lavagem de dinheiro supostamente praticados por eles entre 2011 e 2014 no âmbito de contrato firmado pelo consórcio Pipe Rack, composto pelas empresas Odebrecht, Mendes Júnior e UTC Engenharia, com a Petrobrás.

VEJA A ÍNTEGRA DA NOTA DE TACLA DURAN

Esta é a segunda denúncia do Ministério Público de Curitiba contra mim desde que decidi me defender publicamente, esclarecendo fatos e exibindo evidências até então inexplicavelmente omitidas. É a prova cabal de uma vingança sem limites, onde a lei, desvirtuada, se transforma em arma. Virão muitas outras denúncias, não tenho dúvida, cujo único objetivo é o de me condenar à revelia.

Minha extradição foi negada, mas inexplicavelmente até hoje meu processo, acompanhado das devidas provas, não foi remetido para a Espanha. Permanece em Curitiba, contrariando parecer da Secretaria de Cooperação Internacional do Ministério Público Federal e ignorando leis e acordos internacionais como os de Mérida e Palermo.

Todos sabem que o fórum adequado para me processar não é Curitiba e, por isso, não me pronunciarei, porque seria colaborar com esta manobra patrocinada por quem se considera acima da lei, menospreza a decisão da Justiça Espanhola e tenta impedir que eu seja processado corretamente por um juízo neutro e isento. Prestarei todos os esclarecimentos sobre mais esta denúncia ao juiz que cuida do meu caso na Espanha, para que ele tenha conhecimento pleno de tudo o que está acontecendo, pois este é o foro onde devo me defender.

Madrid 16 de dezembro de 2017.

Rodrigo Tacla Duran

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