‘Vim, vi e venci’ (Addio, Segovia!)

‘Vim, vi e venci’ (Addio, Segovia!)

Em sua despedida, nesta sexta, 2, delegado Fernando Segovia, ex-diretor-geral da Polícia Federal demitido após pouco mais de três meses no cargo, citou Júlio César, o imperador romano (49 aC/44aC) e disse que 'terminou a corrida'

Fabio Serapião/BRASÍLIA

02 Março 2018 | 14h01

Júlio César e Fernando Segovia. Fotos: Wikipedia e André Dusek/Estadão

O ex-diretor-geral da Polícia Federal Fernando Segovia se despediu da corporação nesta sexta-feira, 2, citando o imperador romano Júlio César (49aC/44aC): ‘Vim, vi e venci’.

Segovia ficou pouco mais de três meses no posto mais alto da PF e teve um mandato marcado por polêmicas e desconfianças de adversários do governo e dos próprios pares.

“Veni, vidi, vici… Vim, vi e venci… Essa foi a mensagem enviada pelo imperador, por carta, ao Senado Romano, em 47 a.C., descrevendo a sua vitória e, é assim que me sinto: ‘combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé’”, afirmou Segovia.

Demitido pelo ministro Extraordinário da Segurança, Raul Jungmann, o ex-diretor participou da cerimônia de posse de seu sucessor Rogério Galloro, o novo chefe da Polícia Federal.

Quando assumiu o posto máximo na PF, em novembro, na primeira entrevista coletiva, Segovia criou sua primeira polêmica à frente do cargo ao afirmar que ‘uma única mala talvez não desse toda a materialidade criminosa que a gente necessitaria para resolver se havia ou não crime’ – uma referência ao caso da mala de R$ 500 mil que a JBS pagou para o ex-assessor especial de Temer, o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures.

Segovia também fez críticas à Procuradoria-Geral da República e disse que o órgão deveria ‘explicar possíveis erros no acordo de colaboração premiada firmado com executivos do grupo J&F, entre eles, o empresário Joesley Batista’.

No ponto alto da crise, Fernando Segovia teve que se explicar ao ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, uma declaração à agência de notícias Reuters.

Fora do comando da PF, agora Segovia poderá respirar os ares da Roma que Júlio César dominou há 2 mil anos – ele vai assumir a cadeira de adido da corporação na capital italiana.

 

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