Vice da Camargo ‘agia autorizado por superiores’, diz advogado

Eduardo Leite, preso pela Operação Lava Jato, não participou de propinas, segundo criminalista Mariz de Oliveira

Redação

02 de fevereiro de 2015 | 21h34

Por Julia Affonso, Fausto Macedo e Ricardo Brandt

Após audiência na Justiça Federal do Paraná, nesta segunda-feira, 2, o advogado Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, que defende o vice-presidente da Camargo Corrêa, Eduardo Hermelino Leite, afirmou que o executivo não teve participação no suposto esquema de propinas e corrupção na Petrobrás. Leite é acusado de corrupção ativa, formação de organização criminosa e lavagem de dinheiro na Operação Lava Jato.

A Justiça Federal começou a ouvir, nesta segunda-feira, 2, testemunhas de ações penais relacionadas às empresas Camargo Corrêa e UTC que teriam feito parte de um cartel de grandes empreiteiras para conquistar contratos bilionários da estatal petrolífera. O delegado da Polícia Federal Marcio Adriano Anselmo, que participa das investigações da Lava Jato, e os executivos da Toyo Setal Augusto de Mendonça Neto e Julio Camargo prestaram depoimento à Justiça como testemunhas da acusação.

Os executivos fizeram acordo de delação premiada. Eles confirmaram na audiência desta segunda-feira o que haviam revelado em suas colaborações.

Leite foi preso em novembro do ano passado e denunciado pela Procuradoria da República em dezembro. Segundo Mariz de Oliveira, o executivo era um funcionário do terceiro escalão da empresa. O advogado afirmou ainda que o vice da Camargo Corrêa não teve contato com outras empresas supostamente envolvidas com o cartel.

“A audiência foi bem, as testemunhas esclareceram inúmeros pontos sobre o Eduardo Leite. Ficou muito claro que ele não tinha participação em propina. Isso foi dito de forma expressa pela última testemunha, o Julio Camargo. Ele disse que nunca conversaram sobre isso. Meu cliente acompanhava contratos”, disse o criminalista. “Agia autorizado por superiores.”

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