Vestibular: ajuda para pais e filhos

Vestibular: ajuda para pais e filhos

Simone Januário*

07 Setembro 2018 | 05h00

Simone Januário. FOTO: DIVULGAÇÃO

Do primeiro passinho à adolescência, os filhos crescem num piscar de olhos. Quem vive essa realidade dentro de casa sabe do que estou falando. A cada etapa da vida os pais são requisitados a ajudar na solução de várias dúvidas dos filhos. Uma das maiores é a respeito da decisão profissional.

A escolha profissional como é feita atualmente, é uma novidade na história da humanidade e o número de opções de cursos acadêmicos são extensos. Para o jovem, escolher profissão é decidir sobre identidade, lugar social e estilo de vida. Em outras palavras, essa decisão revela quem o jovem quer ser. Pais e filhos podem sentir ansiedade nessa fase. Os mais velhos por já terem experimentado etapas de decisão e os adolescentes, pela pressão social de “ser feliz na profissão” e “escolher um trabalho que sustente seu padrão de vida”, como os ouço falar em meu trabalho.

Que difícil escolha! O que as pessoas esquecem é que o vestibular é apenas o primeiro passo de um projeto, como alguém que compra um terreno com a intenção de construir uma casa. Para construí-la, é preciso conhecer bem o espaço. Para escolher o curso, o vestibulando precisa conhecer mais que o mercado de trabalho e as profissões melhor remuneradas. Ele precisa conhecer a si mesmo, suas habilidades, interesses e desejos. Os pais, por sua vez, têm que entender o sujeito do aqui e agora, para que possa apoiar as escolhas do filho no futuro.

Neste momento a orientação vocacional/profissional pode ser fundamental para a escolha e permanência do jovem na Universidade. De acordo com o site do Ministério da Educação, quase metade dos estudantes que entram nas universidades desistem do curso e um dos motivos relevantes é a falta de orientação vocacional.

Escolas, clínicas e até universidades oferecem orientações profissionais de qualidade e gratuitamente. Encorajar o jovem a buscar um serviço de qualidade e ajudá-lo nessa escolha pode ser uma maneira de tornar menos angustiante esse momento tão importante da vida de pais e filhos.

*Simone Januário, psicóloga que trabalha há 21 anos com orientação profissional de estudantes de ensino médio

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